Devido às alterações climáticas, o Monte Kilimanjaro poderá ficar sem neve no espaço de duas décadas, revela um estudo realizado por um cientista da Universidade de Ohio.
Se esta previsão estiver correcta, será a primeira vez em cerca de 12 mil anos que a montanha mais alta de África ficará sem neve.
Segundo o Jornal “The Times”, desde 1912, 85% do glaciar desapareceu e a tendência não deverá abrandar. O estudo, publicado no jornal “Proceedings of the National Academy of Sciences” conclui que a principal causa do recuo do gelo é o aumento da temperatura global.
Segundo os pesquisadores, a área total coberta pelo gelo encolheu cerca de 85% entre 1912 e 2007. Se as condições climáticas actuais persistirem, o gelo poderá desaparecer em 2022 ou, no melhor dos cenários, em 2033.
Os autores do estudo destacam que embora as neves do Kilimanjaro tenham sobrevivido por 11.700 anos, incluindo secas históricas e alterações climáticas, sem acções de mitigação eficazes as condições actuais poderão não apenas eliminar o gelo na montanha, mas também promover um significativo impacto na vida das comunidades locais de África.

